Por: Jonas Moraes Filho – Médico Veterinário
Os profissionais da saúde merecem cuidados pois são expostos a múltiplos riscos e estímulos emocionais ao tratar de seres doentes. São muitos os fatores que comprometem a saúde e a qualidade de vida dos médicos veterinários.
Fatores como a responsabilidade profissional, o isolamento social, privação de sono e sobrecarga de trabalho estão associados a reações psicológicas, psicopatológicas e comportamentais, tornando os pertencentes a um grupo de risco para distúrbios emocionais.
Os médicos veterinários possuem uma taxa de suicídio quatro vezes superior à população geral e duas vezes superior a outros profissionais da saúde, e estão suscetíveis a distúrbios como depressão, síndrome de burnout, fadiga por compaixão, entre outros. Muitas das vezes, estes profissionais possuem uma sobrecarga de atividades sem que haja os recursos humanos e/ou materiais na quantidade suficiente para suprir as demandas, e isso vai ocorrendo de modo constante, gradual e cumulativo; podendo ocorrer uma diminuição da saúde mental decorrente dos fatores estressores ocupacionais ali presentes.
A vida profissional pode exercer enorme peso na saúde de seus colaboradores, causando distúrbio mental no qual são comuns a ocorrência de sintomas, como: fadiga física, dores de cabeça e de estômago, úlceras e outras alterações gastrointestinais, perda de peso, hipertensão arterial, dores musculares, alterações do sono, enfraquecimento do sistema imunológico, pessimismo, irritabilidade, impaciência, sentimentos de solidão, incompreensão e isolamento social, abuso de substâncias, atitudes suicidas, entre outros.
Diante de tudo isto, é de suma importância o conhecimento dos profissionais médicos veterinário sobre o quanto estão susceptíveis a distúrbios mentais, e estratégias para uma vida mental saudável, como por exemplo exercícios físicos diários, são essenciais em sua rotina para que possa desenvolver uma profissão de sucesso e principalmente que não o torne doente e comprometa sua qualidade de vida.